Reticências...

Vamos tentar mais uma vez



Domingo, Agosto 26, 2007

Há um tempo conheci um grupo de pessoas. Grupo fechado, fui apresentada por um deles, este sim, meu amigo. São pessoas divertidas, têm bom gosto e me receberam muito bem. Mas sabe aquela sensação de que quando tu viras de costas todos estão fazendo careta? É essa a sensação que tenho. Alguma coisa me deixa com o pé atrás. Parece que estou sendo sempre analisada quando estou na presença de um deles, seja virtual ou real. Não sei explicar. No msn tenho a impressão de meus diálogos são copiados e colados num chat para que todos possam rir e dizer "que guria besta!". O pior é que não tenho motivos para isso. Mas que eu sinto, eu sinto. Posso estar enganada, mas eu sinto...

postado por: MARIANA P. 11:56 PM


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Sábado, Agosto 25, 2007

escrevi o post mais coração aberto da minha vida e o blogger me impediu de postar.

postado por: MARIANA P. 3:37 PM


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Terça-feira, Agosto 07, 2007

"Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças
e também quer dormir, como todas as outras crianças."



Quando eu era criança queria ser bailarina e graças ao ballet conheci a poesia. Foi em uma apresentação de ballet. "A Bailarina" de Cecília foi encenada e resolvi que seria escritora, poeta como ela. Pensava que fazer poesia era rimar, mas só conseguia rimar flor com amor (nunca passei disso).
Cresci um pouquinho e conheci Drummond, tinha 6 anos e me apaixonei pela "História de Dois Amores", um pouco mais tarde a paixão foi por "Moça Deitada na Grama". Então a bossa nova entrou na minha vida e com ela veio a poesia de Vinicius... "Qualquer coisa além de beleza/Qualquer coisa de triste/Qualquer coisa que chora/Qualquer coisa que sente saudade", "porque você é linda, porque você é meiga e sobre tudo porque você é uma menina com uma flor..." e com ele veio Tom e finalmente Chico. Eu dançava ao som de "Passarim" e sonhava com "Todo o Sentimento".
Finalmente surgiu a adolescência e os poetas se fizeram ainda mais presentes... "Eu sei que vou te amar, por toda a minha vida eu vou te amar..." qual a adolescente que não sonha com o amor eterno? Eu sonhava. E com escritos como "E você tem que ser a estrela derradeira/Minha amiga e companheira/No infinito de nós dois..." numa cartinha? (Assumo que com isso sonho até hoje!)
Comecei a estudar literatura e conheci Olavo Bilac: ""Ora (direis) ouvir estrelas! Certo/Perdeste o senso!"/E eu vos direi, no entanto/Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto/[...]E eu vos direi: "Amai para entendê-las!/Pois só quem ama pode ter ouvido/Capaz de ouvir e de entender estrelas." Chorei quando li este soneto em voz alta. E graças ao meu amor pelas letras, conheci melhor Pessoa... Quem não ama Pessoa? Lembro das primeiras palavras dele: "Há tanta suavidade em nada dizer e tudo se entender"... Álvaro de Campos se tornou o meu combustível!
E eu nunca resisti à beleza das palavras de Quintana, é tanta perfeição naquelas letrinhas... Depois vieram elas: Cora, Adélia, Florbela: "E se um dia hei de ser pó, cinza e nada/Que seja minha noite uma alvorada/Que me saiba me perder... pra me encontrar...".

De presente da vida ganhei minha mãe e meu grande amigo, que estão sempre a escrever e me encantar...

Não me tornei bailarina, muito menos poeta. A verdade é que ainda não sei o que vou ser quando crescer. Como diz outro grande poeta: "May God bless and keep you always/May your wishes all come true/May you always do for others/And let others do for you/May you build a ladder to the stars/And climb on every rung/May you stay forever young...".
A poesia é vital!

postado por: MARIANA P. 1:05 AM


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Quinta-feira, Agosto 02, 2007

"When it comes to relationships, maybe we're all in glass houses and shouldn't throw stones. Because you can never really know. Some people are settling down. Some people are settling. And some people refuse to settle for anything less than butterflies..."

postado por: MARIANA P. 1:10 PM


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Segunda-feira, Julho 16, 2007

TPM

Outras três letrinhas que me arrepiam (além do ‘não’). Passei anos sem saber o que era isso. Anos mesmo, mais de 10. E agora sou quase escrava delas. Já tentei parar, pensar e dizer “é psicológico, concentra, muda o foco que melhora.”, mas nada. Tudo fica chato, tudo fica triste, todos me ignoram e eu sinto dores, muitas dores (essa última frase tem que ser lida no mais alto grau de ironia, por favor!). Viro praticamente uma canceriana depressiva. O bom é que eu luto tanto contra a auto-piedade, (porque nesse período é bem fácil se achar a pessoa que mais sofre no mundo), e acabo enxergando melhor as coisas. Enxergo que tenho que mudar muita coisa; que algumas situações ainda me tiram do eixo; que eu detesto me tornar amiga quando não é a intenção e que apesar disso acontecer em 99,9% das vezes, eu ainda não acostumei, nem pretendo me acostumar. Percebo que algumas músicas que ouvi a vida inteira têm outro significado, algumas poesias, alguns livros, até mesmo alguns filmes. Ouvi alguém anteontem citar Quintana: “a amizade é um amor que nunca morre” lógico que sempre achei lindo, mas nunca tinha sido atingida no estômago pelo efeito dessa frase. E meu estômago pega fogo. Se nunca morre, por que adoece às vezes?

postado por: MARIANA P. 1:26 AM


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Sábado, Julho 14, 2007

"sereno
[Do lat. serenu.]
Adjetivo.
1.Calmo, tranqüilo, manso, sossegado:
É sereno, até no sofrimento;"


Aurélio Buarque de Holanda assim definiu. É assim grande parte do tempo: Serena, calma, tranqüila... Algumas situações parecem ciclos viciosos. Um dia está tudo bem e no outro muda tudo. E a mudança não vem de mim. Eu não faço nada. Muda o humor, o jeito de falar e até as respostas (que não mais existem). De repente tudo volta ao normal. Volta o jeito sereno e delicado de falar, a doçura do olhar, a inspiração nas respostas. E assim o tempo passa. Altos e baixos, idas e vindas...
Nessas horas eu queria ter dois estômagos, porque o único que tenho dóóóí. Que vai passar eu sei, só não sei quanto tempo vai durar... Quero de volta a serenidade... :(


postado por: MARIANA P. 8:32 PM


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Sexta-feira, Julho 13, 2007

"Be my husband, I'll be your wife
Be my husband, I'll be your wife
Be my husband, I'll be your wife
Outside you there is no place to go..."


o que é a nina simone cantando essa música? peloamordedeus! ai, amanhã escrevo, deu preguiça!

postado por: MARIANA P. 2:09 AM


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Segunda-feira, Julho 02, 2007

"Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure..."


Queria escrever tanta coisa, mas aprendi a me calar quando quero muito falar. A ansiedade me faz quase perder a cabeça e eu não gosto do que pode vir. O não saber me assusta às vezes e eu 'ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar', chorei assistindo propaganda do panamericano hoje. Culpa dos 2.5? Acho que não. Sinto que mudei. Alguma coisa mudou dentro de mim no último mês... e apesar de sensível, acho que foi uma mudança para o bem...
evolução,
crescimento,
sentimento...

postado por: MARIANA P. 3:15 PM


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Quinta-feira, Junho 28, 2007

Perdi o sono essa noite e fiquei assistindo seriados americanos. Percebi que desde que minha cama mudou pra uma cama de casal, só agora aprendi a dormir no meio dela, (agora eu quero dizer esse ano). Estranho isso. Hábito bizarro! Antes eu 'tinha' que dormir porque parte da cama era ocupada, mas isso já faz muito tempo!

Como é bom conversar com pessoas inteligentes e interessadas. ai,ai...

"O terceiro me chegou
Como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada
Também nada perguntou
Mal sei como ele se chama
Mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama
E me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro
E antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro
Dentro do meu coração..."


postado por: MARIANA P. 4:59 PM


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Domingo, Junho 24, 2007

"[...]mas haverá remédio para existir
senão existir?
E, para os dias mais ásperos, além da
cocaína moral dos bons livros?
Que crime cometemos além de viver
e porventura o de amar
não se sabe a quem, mas amar?"


Hoje/ontem tá/foi um dia muito estranho. A começar pelo horário que fui dormir, quase 8:30 da manhã, sendo que não fui pra night! (haha) Depois entre meus amigos, todos nós estávamos estranhos. Até a Lua tava estranha.

O mundo tá estranho. Isto é fato! Eu não sou drogadita (óbvio), nem gosto muito de remédios (só os necessários). Mas cheguei tão cansada agora, que tomei um relaxante muscular e um analgésico... putz, que delícia! tô dormente! hehe A possibilidade de eu apagar esse post daqui a uns dias é imensa, até porque são 02:37 da manhã, passei várias noites em claro essa semana e meus neurônios não fazem sinapse direito quando cansados.

Eu adoro as crianças e ainda acredito que elas são a esperança de um mundo melhor. Aí é que está, são a esperança, mas a sociedade não ajuda! Quanta crueldade no mundo. A vida é criminosa, pra não falar bandida e a expressão ficar vulgarizada!

Os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus? Só vou entender isso quando conseguir olhar pro céu e identificar esses dois planetas sem os confundir. Marte não é Mercúrio, apesar de ser com eme também. Sempre fui péssima pra me localizar geograficamente, como seria boa em me localizar astronomicamente?

Queria uma máquina do tempo. Pra voltar aos anos 50, ir à sorveteria e flertar com os meninos. Tempo bom que não vivi mas gostaria. Queria voltar aos meus 14 anos e fazer tudo diferente dos 15 aos 18. Voltar ao começo do ano e mudar um acontecimento. E é só. Não mudaria mais nada hahaha só minha adolescência inteira.

Pareço chapada, entorpecida e todos os sinônimos. Sensação boa e ruim. Deve ser a hora de dormir.

**Carlos Drummond de Andrade - A um bruxo, com amor

postado por: MARIANA P. 2:37 AM


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Domingo, Junho 17, 2007

"She takes just like a woman, yes, she does
She makes love just like a woman, yes, she does
And she aches just like a woman
But she breaks just like a little girl."


Graças a um filme do Woody Allen, prestei atenção nessa letra do Bob Dylan. Thank you babe pela indicação do filme!

Tenho torcicolo por causa da tensão emocional que passei no fim de semana. Nada que eu não quisesse ter passado, porque foi ótimo! Foi ótimo do começo ao fim. Divertido e instigante. Passei vergonha, tive que respirar fundo e dizer "Tu consegues, Mariana!", o que importa é que deu tudo certo. Pelo menos eu acho que sim. O coração acelerou, a perna tremeu, a garganta secou, as mãos suaram, o riso ficou alto, bem como o tom de voz. O bom disso tudo é que nem me incomodou. Aprendi que em algumas situações o melhor não esperar.

Ontem fui questionada: "E a razão?". Ela sempre esteve aqui, só tentei deixá-la em "Stand-by", claro que não durou muito tempo... O que não tem remédio, remediado está. Por isso deletei o último post, foi um desabafo, um pequeno surto que já passou.

Lógico que tenho vontade de ler pensamentos, descobrir sentimentos, ou não-sentimentos, mas o meu medo do não não me permite ousar. Ainda...

postado por: MARIANA P. 10:06 PM


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Sábado, Junho 02, 2007

"O nosso amor é tão bom
O horário é que nunca combina
Eu sou funcionário
Ela é dançarina
Quando pego o ponto
Ela termina"


Delícia ouvir essa música.
Delícia a chuva batendo na caixa do ar-condicionado.
Delícia os fascinantes acasos da vida.
Delícia escovar o cabelo e sair com cheiro de salão.
Delícia pintar as unhas de vermelho e ficar apreciando.
Delícia sorvete de chocolate (mesmo no frio).
Delícia diálogos intermináveis sobre o tudo e o nada.
Delícia o passarinho cantando na janela.
Delícia meu cachorro falar Amor.
Delícia a palavra amor.
Delícia a palavra novidade.
Delícia a felicidade.
Delícia teatro, cinema e literatura (independente de ordem).
Delícia a música brasileira.
Delícia a Bossa Nova.
Delícia o samba.
Delícia a dança que nunca é vista.
Delícia perceber que a vida tem a mesma graça entorpecida, ou não.
Delícia superar limites.
Delícia ouvir um bom dia, boa tarde ou boa noite quando sinceros.
Delícia cinema sozinha.
Delícia respirar o ar puro.
Delícia tentar achar a resposta, não conseguir e mesmo assim ser entendida.
Delícia os desafios.
Delícia as dúvidas.
Delícia a esperança.
Delícia cantar, dançar e sorrir.
Delícia viver e contemplar.
Delícia ter amigos.
Delícia ser amada.
Delícia amar o mundo.
Delícia o sorriso de uma criança.
Delícia uma gargalhada.
Delícia uma noite bem dormida.
Delícia o amanhecer.
Delícia o por-do-Sol laranja.
Delícia a Lua cheia.
Delícia andar na praia.
Delícia um mergulho no mar azul e gelado.
Delícia o Sol quente batendo no rosto.
Delícia correr na chuva.
Delícia uma declaração de amor.
Delícia cheiro de terra molhada.
Delícia cheiro de asfalto molhado pela chuva de verão.
Delícia comer pitanga no pé.
Delícia um campo de flores.
Delícia um café bem quente em um dia frio.
Delícia pão de queijo.
Delícia brigadeiro.
Delícia água com gás.
Delícia água gelada.
Delícia olhar e enxergar a alma.
Delícia olhar e sentir calor.
Delícia olhar.
E ouvir.
E tocar.
E sentir.
Delícia...


postado por: MARIANA P. 1:08 AM


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Segunda-feira, Maio 28, 2007




"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar" (Carlos Drummond de Andrade)


postado por: MARIANA P. 9:15 PM


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Quarta-feira, Maio 16, 2007

"Um marinheiro me contou
Que a boa brisa lhe soprou
Que vem aí bom tempo
O pescador me confirmou
Que um passarinho lhe cantou
Que vem aí bom tempo"


haha saiu um post bonitinho até, mas o blogger, pra variar, impediu-me de postar: "esqueceu sua senha?"
resumindo: nunca li 'o ócio criativo', não sei sobre o que se trata, mas estive 6 dias trancada em casa, (minha primeira saída será agora à tarde), e durante esse período tive muitas idéias criativas. ficar parada, ociosa às vezes nem é tão ruim. deve ter sido o jeito que o "universo" achou pra me fazer sossegar. a impressão que tenho é de que tudo o que estava confuso na minha cabecinha se organizou. ufa! mas pelo amor de Deus! ficar quase uma semana enclausurada sem chocolate e sem café? espero nunca mais! já larguei a coca light, pô!

and so it is...

postado por: MARIANA P. 11:59 AM


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Segunda-feira, Abril 30, 2007

"Mas renova-se a esperança,
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê flor e fruto"


Como eu gosto do inverno! Só percebo quando o frio chega.

Voltando ao desapego. Claro que generalizei! Não vou perder a capacidade de amar, óbvio que eu amo, mas que sou traumatizada todo mundo está cansado de saber. Então eu paro para pensar. Se eu, que não sofri situação de abandono na infância (o trauma não foi causado por abandono), já tenho um lado racional-frio-quase-inabalável, imagina essas crianças frutos desse nosso país? Para eles matar e morrer é o mesmo que nada. Reduzir a maioridade adianta? Lógico que não! É uma piada! Mania que se tem de "tratar" a conseqüência e esquecer da causa! às vezes me questiono "por que fiz um curso ligado às ciências sociais? Por que não fiz matemática? Talvez eu me irritasse menos com esse país". Mas não seria eu. Não seria mesmo!
Ai, tinha tanta coisa pra falar... Mas perdi o foco, preciso de um café!

*no iPod: Jeffrey Gaines - In Your Eyes

postado por: MARIANA P. 10:21 AM


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Sexta-feira, Abril 27, 2007

perda da capacidade de amar

Ontem numa palestra o professor falava sobre as crianças e adolescente infratores, o tema era a redução da maioridade penal. Em um certo momento ele falou que os sociopatas são pessoas que perdem a capacidade de amar gradativamente, chegando a um ponto em que essa capacidade deixa de existir. Eu, a partir de um acontecimento que me marcou muito, percebi que promover o desapego era saudável e passei a promovê-lo. Isso faz eu me tornar uma sociopata? Estou perto de perder a capacidade de amar... tá, termino depois.

postado por: MARIANA P. 12:00 PM


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Segunda-feira, Abril 09, 2007

"nosso mais-que-perfeito está desfeito.."

Utopia, como diz minha amiga. A mais doce utopia. nada é mais-que-perfeito. Nem a mais bela, pura, íntegra e inabalável relação (seja dela de amor, amizade ou sexual).

(escrevi muito depois desse começo, mas o blogger me impediu de postar).

postado por: MARIANA P. 12:59 PM


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Quinta-feira, Abril 05, 2007

Eu sou de uma época em que se comia goiaba no pé e elas eram saborosas, as pitangueiras viviam carregadas até março e não só até novembro. Aprendia-se português com composições e textos de Chico Buarque, Vinícius de Moraes e Tom Jobim. Ria-se com vontade e alto, sem medo de ser taxado como louco ou exagerado. Não se mentia, os programas na televisão eram quase todos educativos e as novelas tinham um quê de originalidade e pureza. Aprendia-se história por prazer e com bons professores. Arte não era fazer um rap ou dançar hip hop. A música era levada a sério, assim como os livros e a poesia. Grupos se encontravam pra conversar, rir, pela música, buscavam a troca de informações quotidianas, desinteressadas... Contemplar o infinito era saudável e fazia bem, não era visto como entediante e sem graça. Respeitava-se pai e mãe e os avós eram ídolos, símbolos de sapiência. Preocupava-se menos, ou quase nada, com a opinião alheia e os professores ensinavam de verdade, não tinham medo dos alunos. O anoitecer era o horário de voltar e os telefones eram só fixos. Tomava-se água de qualquer torneira, comia-se picolé do vendedor da rua, brincava-se descalço e sem camisa. Ninguém era melhor ou pior pelo que vestia, o carro que o pai tinha, ou a casa que morava. Brincava-se de pegar, de escolinha, de esconde-esconde, carrinho de rolimã e de taco. Meninas e meninos conseguiam conviver em paz, sem jogos e rodeios. Tudo era mais claro e verdadeiro. Omitir era mentir e mentir era uma coisa vergonhosa e não corriqueira e banal. Acampava-se no quintal das casas e era uma super diversão. Não se tinha medo de nãos, os nãos não geravam pessoas inseguras, menos ainda grosseiras. Vivia-se em harmonia. Não se supervalorizava a sexualidade e as pessoas não tinham medo de se envolver. O amor não era brega e ser feliz não era fora de moda. As meninas eram delicadas, femininas e gostavam de meninos; os meninos tinham personalidade forte, falavam alto, mas eram educados e gostavam de meninas. Ganhar na mega-sena não era objetivo de vida. A privacidade era preservada. Não se lutava contra a obesidade e depressão infantil. Conversar era saudável e puxões de orelhas não traumatizavam. Limites eram impostos e respeitados. Ia-se à praia pra brincar na areia e nadar no mar, não pra disputar quem tinha o melhor corpo, ou os óculos mais caros. Éramos filhos de nossos pais e não combatentes dentro da mesma casa. Dividia-se a cama, o ovo de Páscoa, a ceia de Natal. O futuro não amedrontava e o passado era sempre uma saudade boa, não arrependimento pelo que não se fez. Amigos eram amigos, colegas eram amigos, casais eram amigos, pais e filhos eram amigos. Confiava-se e queria-se bem, sem esperar algo em troca. Ser feliz era mais fácil e ninguém tinha medo.

postado por: MARIANA P. 2:44 PM


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Domingo, Março 25, 2007

Ser humana me incomoda. E o ser humano me incomoda. Na outra vida venho cavalo.

Está muito quente, abafado e eu me sinto enclausurada. Queria um mundo perfeito, ou pelo menos com pessoas menos insanas.
Pessoas depressivas e de mal com o mundo me afligem. Viver da tristeza e alimentar-se da tristeza faz mal e vira uma bola de neve. É tão difícil compreender isso?
Não é destino, ou espiritismo, ou qualquer coisa sobrenatural. É raciocínio lógico.
O calor tá me fazendo muito mal hahaha bem faz meu cachorro que deita no chão gelado. Banho gelado não resolve.
Ai, cansei de escrever.
tchau.

postado por: MARIANA P. 11:28 AM


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Domingo, Fevereiro 18, 2007

Passou!!!
Ufa!
Continuo imune.
E é carnaval graças a Deus!
Até o momento já quis beijar uns 15 hahaha

postado por: MARIANA P. 11:07 PM


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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

"O coração tem razões que a própria razão desconhece"

Lembro que desde a primeira vez que ouvi esta frase tive vontade de bater de frente com ela. É lógico que eu quis contestar um pensamento tão emocional, afinal eu sou, (ou era! :( ), 100% razão.
Hoje, 14.02.2007, Valentine's Day (haha) leio essa frase e a minha vontade é de chorar.
Fui derrubada pelo meu coração. A razão foi passada pra trás, levou uma rasteira, deu com a cara na parede.
Quanta bobagem dizer que foi a razão... Quem levou uma rasteira fui eu. E com um mês de atraso que as conseqüências do tombo apareceram. O pior é que nem percebi que tinha caído, de tão dissimulado que foi. Eu tava me achando super desapegada, superando minhas expectativas, não afetada por mais que tenha sido legal, divertido, envolvente, tava certa de que tinha não me envolvido e saído de mais uma ilesa.
Travei, tremi, suei, quase caí por estar com as pernas trêmulas, ruboreci, não consegui dançar, nem cantar, nem olhar, nem falar, nem respirar...
Se não passar pelo decurso do tempo (15 dias), faço passar na marra.

postado por: MARIANA P. 4:28 PM


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medo, angústia, insônia.
coração acelerado, suor, garganta seca, pernas trêmulas.
ansiedade, inconformismo, desespero.
medo.
medo.
m
e
d
o
.

postado por: MARIANA P. 1:43 AM


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Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

"Mentiras sinceras me interessam"

Já disse Cazuza um dia. Estamos tão habituados com as mentiras sinceras, as famosas mentiras pro bem, que quando alguém resolve falar a verdade, nua, crua e às vezes dolorosa, quem ouve quase surta. E julga. E condena. E xinga. E conclui de forma errada.
Apesar de não suportar ouvir um não, eu prefiro sempre a verdade. Desde o "Não, essa roupa não tá legal." ao "Não, eu não gosto de ti.". É muito mais fácil lidar com a verdade. A verdade é algo real. A verdade é tangível, a mentira não. E a omissão? É o meio-termo. Como é fácil dizer que omitiu ao invés de mentir. É como um atestado de politicamente correto. Outra expressão bizarra: Politicamente correto. Quem é que gosta de ser comparado à correção da política? Aqui no Brasil é vergonhoso isso.
E partindo para o lado emocional, o que são os jogos de conquista? Detesto todos, sempre detestei.
Eu não sou extremista, só não gosto do faz-de-conta em que todo mundo resolveu viver hoje em dia. Apega-se a qualquer coisa pra não enxergar a realidade da vida. A morte de alguém cedo: "Era a hora dele". Um seqüestro: "Podia ser pior". A criança vendendo bala no semáforo "Pelo menos não está roubando". ERRADO: ela tinha é que estar na escola. E quando falam que foi Deus quem quis? É demais né?
Uma amiga esses dias me questionou, como eu posso amar Jüng e não acreditar no "destino", ou melhor, no significado das coisas que nos acontecem não por acaso? O fato é que o que me incomoda o fato do ser humano justificar tudo como "tinha que acontecer". Banalizar, vulgarizar as criadas pelo Universo. Meu medo é que o "destino" acabe descriminalizando muitas atitudes. E eu também não acredito que se eu ficar sentada vendo a vida passar as coisas continuarão a acontecer. Esse é o meu destino? Ver a vida passar? Tá. Tô indo longe demais, melhor parar por aqui.
Voltando às mentiras sinceras: eu assumo que promovo o desapego, nasci sozinha e vou morrer sozinha. Até quem tem irmão gêmeo nasce sozinho. Que mania que o ser humano tem que viver em busca da alma gêmea, metade da laranja, maçã, limão, príncipe... essas coisas.

Não falei que ia voltar logo à programação normal? Me conheço... E sei que sou contraditória que três posts atrás eu disse que todo mundo quer viver um grande amor. Até eu quero, ou já quis, só não preciso me apaixonar! =D

* no iPod: Madonna - I Love New York

postado por: MARIANA P. 12:35 PM


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Domingo, Janeiro 14, 2007

"Onde foi que eu errei?"

Que mania que nós (seres racionais) temos de nos culpar pelas coisas que não dão certo, ou que não correm da forma esperada.

Assisti hoje "The Holiday". Lindo, romântico, elenco lindo, trilha sonora deliciosa e ao invés de sair do cinema feliz, nas nuvens - como normalmente acontece - saí com dor no âmago, na alma, no cérebro. Punk, punk, punk é isso que tenho a dizer. Não gosto dessas minhas reações. Cada dia que passa piora. Pelo que percebo, se eu continuar nesse ritmo vou chegar ao final do verão um cubo de gelo (e realmente não era meu objetivo pra esse ano, mas tudo bem).

Uma coisa eu tenho a dizer: a culpa de eu ter me tornado isso não é minha, é do Universo que conspira contra haha. Mel pra quê?

Pronto, hora de voltar à programação normal.

postado por: MARIANA P. 1:33 AM


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Sábado, Janeiro 06, 2007

Estou reticente como não ficava há um ano. Mas como há um ano, vai passar em alguns dias.
agony...

postado por: MARIANA P. 7:50 PM


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Sexta-feira, Outubro 13, 2006

N.Ã.O

Eu tenho pavor do NÃO. Por isso não amo demais, não me arrisco, não me permito sonhar ilimitadamente. Tudo na minha vida tem começo, meio e fim. Não gosto de pensar que algumas coisas simplesmente acontecem. O medo do não não me permite viver paixões avassaladoras, ser impulsiva, viver e me deixar viver. Eu sobrevivo ao invés de viver milagrosamente para o mundo. Preciso ter controle das coisas, não das pessoas. Só de mim. Às vezes me detesto por isso, outras vezes me adoro! Não sofro, meu único sofrimento é pensar no que poderia acontecer se eu não fosse assim. Mas a recíproca deve ser verdadeira também.
Amo minhas paixões quinzenais. São em sua maioria platônicas. As tenho desde os meus 12, 13 anos. São divertidas e não provocam dor. Não sofri grandes desilusões (nunca me permiti isso). Sim, já achei que ia morrer de amor, já jurei amor eterno e em 15 dias me recuperei (e já passei pela recuperação antecipada - antes de acontecer eu já estava recuperada). Não foram grandes desilusões.

Há quem diga que sou reservada. Não gosto de falar da minha vida. Acho que realmente tudo o que incomoda vai passar. Apesar do fato de que 9560 pessoas deliciam-se com as histórias das minhas paixões platônicas e algumas até dizem "Escreve um livro sobre elas" - e realmente eu teria história para um livro -, são sempre histórias distantes da realidade. Tem um certo lirismo nelas, elas são quase um conto-de-fadas. E é delicioso ver os olhos, de quem as ouve, brilhar à espera dos próximos 'capítulos'. Todo mundo gosta de um pouco de romance e eu, apesar de não-romântica, sei achar o lado mágico nas histórias, afinal elas são minhas. Talvez o fato de eu não sofrer muito, deixe os ouvintes/espectadores sonhar e se sentir à vontade para me questionar. Eles sabem que se a minha resposta for "Foram-se os 15 dias dele", não há porque se preocupar se eu estou sofrendo, normalmente nem sofro e só percebo que já passou quando tenho meus pensamentos voltados para outra pessoa. Todo mundo tem medo de perguntar a uma pessoa apaixonada "Como vai o fulano?", a resposta ser "Ai, não deu certo..." que vem seguida de uma crise de choro e uma sessão de auto-piedade interminável. E também acho que o fato de eu ser super racional influencia. Qualquer pessoa que seja mais coração do que razão perde a cabeça, troca os pés pelas mãos, dedica-se incondicionalmente ao outro, jura que vai durar para sempre... Essas coisas. Eu não. Sei que serão apenas 15 dias. Talvez eu tenha me apaixonado uma vez e fui impulsiva... Não me arrependo, mas hoje em dia faria tudo diferente. É por isso que falo que não me apaixono. E detesto me imaginar apaixonada. É tanta falta de amor-próprio... E eu não tenho vocação pra auto-flagelação.

Meu médico perguntou semana passada: "- E o coração?" "- Tá bem, batendo." "- E os amores?" "- Hum... vem e vão. A cada 15 dias. Alguns duram um pouquinho, mas eu sei que logo eles se vão também". Ele não gostou dessa minha resposta, mas ele sabe que eu sou filha única.

Contudo, eu me questiono: Por que falo tanto em sentimentos e me digo tão racional? A resposta é óbvia: No fundo todo mundo quer viver um grande amor. Quer ouvir Vinícius de Moraes e se encontrar nos poemas e músicas. Ouve "Minha Namorada" e sonha com aqueles versos tão lindos... A diferença é que eu tenho PAVOR do não e do desconhecido. Ou vocês acham que meu medo de baleia vem do mar? Mas isso é assunto para outro dia...

PS: Não chegou perto (em tamanho e conteúdo) do post que eu escrevi anteontem e o blogger disse que a sessão tinha expirado.

* Marisa Monte - Três Letrinhas

postado por: MARIANA P. 10:26 PM


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Quinta-feira, Outubro 12, 2006

escrevi um post enorme ontem e o blogger não me deixou postar. paciência!
então o post de hoje: FELIZ DIA DAS CRIANÇAS! (eu sei que o feriado é por ser dia de Nossa Senhora Aparecida, mas pra mim, será sempre Dia das Crianças!)

postado por: MARIANA P. 12:45 PM


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Terça-feira, Outubro 10, 2006

"Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você"

(Chico Buarque - Futuros Amantes)

postado por: MARIANA P. 5:53 PM


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Quarta-feira, Outubro 04, 2006

angústia e ansiedade nominadas...

postado por: MARIANA P. 8:20 PM


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"Palavra boa não de fazer literatura, palavra Mas de habitar fundo o coração do pensamento, palavra"

Tomei minha dose única de homepatia e a ansiedade que tem tomado conta de mim, nos últimos meses, vai passar.
Passei pelo coleginho ontem à noite. Como é estranho, deserto, escuro. As crianças que trazem magia aquele ambiente mesmo. Por isso que elas são tão encantadoras.
Eu já quis ter quatro filhos e se pudesse os teria (já era para ter começado, então haha). Mas quando paro pra pensar no mundo em que vivemos, nenhuma pessoa em sã consciência faz isso com as crianças.
É uma vida realmente bandida, como diria uma amiga minha. Mas não escrever sobre o mundo e seus problemas. Eles são tão evidentes...
Abri esse post pra falar sobre nem sei o quê. Vontade insuportável de dialogar estou. Amo diálogos intermináveis, desde os sobre coisa alguma, aos que tentamos falar sobre tudo. A falta de conversa me incomoda. Passam-se os dias e mais percebo isso em mim: não sei viver pra ouvir e falar meias-palavras. Pode não ser a palavra falada, pode ser a palavra escrita, olhada, gesticulada. Desde que haja uma interação. É disso que preciso! É meu combustível. Por isso a psiquiatria.

* Chico Buarque - Uma palavra

postado por: MARIANA P. 1:13 PM


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Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Putz, que barra!

é... deu problema! Pra variar... Uma hora isso ia acontecer mesmo. "Mariana! Mariana! Mantenha o foco!" eu inventei de não ouvir minha voz interior, deu nisso! Mas, porém, todavia, contudo (essa fazia tempo!) já tinha dado esse mesmo problema uma outra vez e eu consegui resolver, então já sei que logo, logo será passado! haha ADORO!

Todos os dias que eu passo em frente à saída de um colégio que tem aqui perto de casa sinto vontade de escrever um post sobre os cheiros da infância e nunca escrevo (ou pelo menos começo). É um cheiro de chips misturado com alguma coisa doce. Talvez seja Pingo d'Ouro e Chambinho. Ou então de Mirabel. É o aroma característico de escolas de ensino infantil e fundamental. E o som que sai de dentro é inconfundível e delicioso. É barulho de bola batendo nas paredes, de criança rindo. As meninas gritando ao fugir dos meninos. Estudei em uma escola pequena, tinha no máximo duas turmas por "série" com uns 30 alunos, depois reduziu para uma turma por série. Era ótimo! Todo mundo se conhecia, sabia nome de pai, mãe, avó, empregada, cachorro. É disso que eu sinto falta quando passo pelo coleginho e aquele cheirinho característico é absorvido pelas minhas narinas. A infância na escola que estudei, os amigos que fiz naquela época, são certamente minha melhor lembrança nesses 24 anos.

Outra hora termino esse post, estou com muita fome e tenho que me vestir pra ir comer alguma coisa! hehe Na minha escola eu não tinha aula de culinária, não sei cozinhar nadica!!!

postado por: MARIANA P. 2:47 PM


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Quinta-feira, Setembro 14, 2006

não é porque eu sou mais razão do que emoção que tenho coração de pedra.
toda situação que envolva duas pessoas que mantiveram uma relação, mesmo tendo sido curta, é dolorosa.
e eu nunca gostei de surpresas. não gosto que as coisas aconteçam sem que eu espere. sou organizada, gosto de planejamentos. pessoal e profissionalmente falando. adapto-me bem à mudanças o que não quer dizer que eu goste delas. é porque o que não tem remédio, remediado está.
a influência hormonal mexe comigo e estou tepeêmica, lógico que é esse o motivo do post desesperador. fico insaciável na tpm, tenho vontade de falar, escrever, gritar, chorar, dormir... tudo ao mesmo tempo. que tal?
hoje acabei falando demais no msn, mas não me arrependo. falei e daí? não gostou? paciência. pelo menos eu fiz minha parte. now, i'm free.
dialogar é sempre bom. independente de qual seja o assunto. pode ser sobre o tempo ou física quântica. se o diálogo flui, tá tudo certo.
é incrível a capacidade que o ser humano tem de se restabelecer de um tombo em segundos. e tão incrível a capacidade oposta de cair novamente. ainda bem que tenho amigos.
realmente, acho que nunca escrevi um post tão conturbado quando esse. mas não escrevo para os outros. escrevo pra mim. se eu entendo é o que importa. e estou realmente entendendo tudo.
sinto falta de cheiros, gostos, cores. de abraços, beijos e olhares. de risos, de choros, do silêncio. sinto falta de músicas e de filmes. sinto falta de amores, de amigos, de amantes.
sinto falta.
tenho vontade de voltar no tempo uns 2 meses e tenho vontade de adiantar minha vida uns 30 anos. contraditória eu? acho que não.
é... eu gostei do que vivi. lutei contra, só eu sei o quanto lutei contra isso, mas não deu. no final eu gostei de verdade. é. sinto falta.

postado por: MARIANA P. 1:26 AM


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Quinta-feira, Agosto 24, 2006

Meu nascimento foi aguardado ansiosamente pela família. Vim ao mundo no dia anterior à derrota do Brasil em 1982 e meu pai diz que o que salvou a tristeza da derrota da seleção perfeita foi saber que eu estava na maternidade. O motivo de começar a falar sobre mim assim? Não tenho idéia. Adoro futebol e estou assistindo a um jogo na televisão, pode ser? Quem sabe o fato de ter jogado Winning Eleven no Play2 ontem. É, não sei. Descobri ontem que as pessoas mudam quando a tpm vem e que não é psicológico. E hoje que sou realmente muito mais razão do que emoção. Se eu gosto de ser assim? Adoro! E ninguém me convence do contrário. Sim, sou filha única e teoricamente era para ser insuportavelmente chata e mimada, mas meus pais sabiam disso direitinho e não deixaram acontecer. Obrigada! Minha mãe é a única pessoa que realmente faz parar os turbilhões da minha mente (os meus e dos 9560 alunos que ela tem). Ela é meu orgulho. E meu pai também. São pessoas que eu agradeço a Deus diariamente por ter sido criada por eles. É, além de filha única sou canceriana, a família é meu porto seguro. Não tenho irmãos mas minha prima faz esse papel desde que nasceu. Na verdade eu e meus primos somos muito mais irmãos do que primos. Minha avó? Falar dela é difícil. Ela é minha avó, mãe, amiga, não sei definir. Meus tios? Eu sou canceriana, já disse. Minha tia médica, ela é perfeita! Além de linda! E tem minha outra tia querida que proporcionou os melhores verões da minha infância em sua casa de praia. E meu tio, querido... e único! Orgulho de qualquer sobrinha, sou certamente sua a fã nº 1. E com ele passei os melhores 10 dias da minha vida nesse mês de julho. Comemorar meu aniversário ao som de "Happy Birthday" cantado por uma indiana em uma fita K7 e um garçom indiano com um prato do melhor sorvete de manga do mundo e uma vela pra eu soprar? Só meu tio consegue isso! É verdade... tenho muitos amigos de turmas diferentes. Lógico que uns se destacam mais do que os outros. Mente quem diz o contrário. Mas uma coisa é certa: todos se completam. É de Oscar Wilde esse trecho: ¿Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça¿. Gosto muito do texto inteiro. Assim como de ¿Escutatória¿ do Rubem Alves. E de "Alice no País das Maravilhas". Sim, gosto muito de ler e se pudesse leria todos os livros do mundo. No momento estou lendo ¿Mentiras no Divã¿ e acho que por isso esse ¿about me¿ nesse formato (o prólogo do livro é escrito desse jeito). Já escrevi muito mais e melhor, porém perdi o hábito e me envergonho disso. Filmes? Os bons! Mas assumo que às vezes morro ao assistir uma comédia romântica. Música? Tem alguém que não goste? MPB e Bossa Nova de preferência, mas por influência do meu pai (e do mundo) tenho ouvido muito rock. E blues. E enfim... Eu sei que a curiosidade maior é sobre 'as coisas do coração'. Como eu disse antes, sou bem mais razão do que emoção e dificilmente derrapo. Tive fases: 1) coração apedrejado; 2) sem coração; 3) coração de pedra (fiquei um longo período nessa última). Agora? hahaha nem eu sei, pra falar a verdade. Estou bem! =) Tá bom assim?

postado por: MARIANA P. 12:46 AM


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Sexta-feira, Junho 09, 2006

Tu tens tomado conta do meu pensamento, tanto que és o responsável pelas minhas noites bem e pelas mal dormidas. Pelos meus sonhos e pesadelos. Pelos meus sorrisos e minhas lágrimas. Te desejo, mas me escondo. Quero te falar coisas, mas me calo. Ao mesmo tempo que me irritas, me encantas. O que sinto por ti é saudável e doentio. Adolescente e maduro. Colorido e preto e branco. Tu torces para um time, eu torço para outro. Tu és incrivelmente estudioso, eu nem tanto. Tu tens irmão mais velho, eu sou filha única. Moras em casa, eu em apartamento. Tu tens cachorros, eu passarinhos. Tua família é toda de fora, a minha é toda daqui. Mas apesar de todas as diferenças, tu me chamas pelo nome, tu te interessas pela minha vida. Tu me faz rir. Me faz sonhar, me faz pensar em acreditar no destino. Nós dois somos miopes. Tu me faz viver e criar. Me faz viver um faz-de-conta e adorar isso. Tu me mostras músicas que tocam o fundo da minha alma. Tu tocas violão pra mim. Tua voz me dá arrepios. Teu beijo me faz ver estrelas. Tu és homem e eu menina. Tu és responsável, eu sou preocupada. Tu me faz bem e eu queria fazer isso por ti também!

(26.04.05 - 00:17h) é velho... já passou... :)

postado por: MARIANA P. 11:24 PM


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Domingo, Maio 14, 2006

"Foi só muito amor
Muito amor demais
Foi tanta a paixão
Que o meu coração, amor
Nem soube mais
Inventei a dor
E como ela nos doeu

Ah, que solidão buscar perdão
No corpo teu
Tanto tempo faz
Tens um outro amor, eu sei
Mas nunca terás
A dor a mais
Como eu te dei
Porque a dor a mais
Só na paixão
Com que eu te amei"



(Vinícius de Moraes - A dor a mais)

postado por: MARIANA P. 1:03 PM


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Quarta-feira, Abril 26, 2006

"Voa coração!"

Meu coração está sempre voando, mas sempre sabe a hora de aterrissar.

hahahaha pra variar foi-se a inspiração.

postado por: MARIANA P. 10:07 PM


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Terça-feira, Março 28, 2006

"Olha...
Está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Betinha, que é de Paulinho, que é de João,
Que é de ninguém"


E assim começou: Seu cunhado sentado ao piano e ele pediu essa música. Eu sentada no sofá em frente, meus olhos brilharam, meu coração acelerou e eu me senti viva, novamente. Que delícia que foi sentir isso tudo... E foi só o começo. Dia seguinte ELE pega o violão, fala sobre Vinícius e Toquinho e começa a tocar "É melhor ser alegre que ser triste...". Eu sabia que era o começo de uma longa história. Platônica, mas linda...

E o dia que ele chegou no meu quarto e o computador, que estava pra escolher aleatoreamente entre 567 músicas, começa a tocar sozinho a tão querida (por nós dois) "Samba da Bênção"... Ah se eu acreditasse em destino!

Casamento. Piano. Tom Jobim. Violão. Vinícius. Toquinho. MPB. Bossa nova. Cura. Alegria. Medicina. Psiquiatria. 4 filhos. Família. Amigos. Formatura. Chegada inesperada. Saudade. Distância. Realidade... Doce ilusão que me faz bem.

postado por: MARIANA P. 12:06 AM


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Sábado, Março 25, 2006

"Cuide bem do seu amor... Seja quem ele for..."

Gosto dessa frase, dá pra interpretar pro amor cara-metade e pro amor por qualquer outra pessoa, mãe, pai, irmão, primo, cachorro... Eu penso dessa forma desde pequenininha. Não trato ninguém mal, nem quem eu não tenho muita afinidade. E faço isso porque gosto, porque sempre fui bem tratada e se não fui, relevo "Ah! Deve estar passando por um mau momento". Aprendi a ser assim, minha mãe é assim, meu pai é assim, minha avó a mesma coisa.
Não guardo mágoas, nem sou rancorosa. Penso que não adianta levar sentimentos ruins consigo, só faz mal! Pessoas rancorosas, "sentidas" são pessoas desconfiadas, até infelizes. O rancor predispõe ao câncer, a tristeza também. Se me agride, algum motivo a pessoa pensa ter, então, desabafe e se sinta feliz, vou ficar chateada por um momento, mas depois passa. Tudo tem que passar. Tem gente passando fome, gente com frio, sem trabalho, sem família... Eu não posso se egoísta vivendo em um mundo já tão cheio de egoísmo (o que é uma das grandes causas de destruição da humanidade)... Anyway... reflexões sempre reticentes...

postado por: MARIANA P. 12:58 AM


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Quinta-feira, Março 23, 2006

"Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é..."

Às vezes me acho a pessoa mais contraditória do mundo. Que eu sou extremista eu já sabia, 8 ou 80 sempre e não procuro o meio termo. Ao mesmo tempo que eu detesto a mediocridade, tenho pavor do desconhecido. Assim, não me arrisco, não questiono. Aceito o que é certo, não acredito no duvidoso (claro que raramente duvido).

Talvez por me analisar muito, sempre, fico cada vez mais chocada com o que encontro. Hoje quando me dei conta do quanto eu sou contraditória tive vontade de dar uma bela gargalhada. Imaginou se eu fosse psiquiatra? Meu pacientes estariam perdidos. Jung sempre foi bom porque, apesar de ter Freud como seu 'mestre' ele resolveu inovar, arriscar. Eu nunca arrisco, em nada. Nem na infância, nem na adolescência, muito menos agora.

Quando era criança sempre aceitava tudo, porque tinha que ser boazinha com todo mundo e porque não queria correr o risco de não dar certo. Na adolescência... nem sei dizer, mas era igual. Não discutia, não debatia, não berrava. Minhas respostas eram sempre "Ok", "tá bem", "tanto faz". E depois que cresci piorei!! Há uns dois anos e meio, mais ou menos, foi meu ápice da mediocridade, babaquice. Meus amigos eram praticamente inexistentes (por culpa minha), achava ruim algumas pessoas dando palpite na minha vida e nunca reclamava, chorava escondida no banho, pra não ter que falar mais alto, ser ouvida e quem sabe mudar o rumo da minha vida. Acabou que não precisei berrar, mas graças a Deus uma luz iluminou minha mente e enxerguei o quanto eu precisava melhorar.

Uma vez escrevi isto:

"Às vezes eu queria ser menos racional. Não analisar tanto o comportamento das pessoas e o meu. Queria ter mais confiança. Queria ter menos medo de sofrer e me entregar. Queria tanta coisa...
Queria saber ser impulsiva e depois não ficar medindo as conseqüências. Até tenho momentos de irracionalidade, mas em seguida eu analiso tudo e levo um susto, um tombo para ser mais exata!
Queria chorar mais e não parecer louca por desejar isso. Queria ser menos ansiosa. Queria não eliminar todas as possibilidades de esperança no primeiro tombo. Queria ser menos realista. Mais corajosa. Mais esperta.
Queria aprender a fazer valer a frase "viva cada dia como se fosse o último da sua vida". Queria viver intensamente. Queria tanta coisa...
Às vezes eu queria ser menos transparente, menos clara, menos objetiva. Queria ser mais misteriosa. Queria ser menos amiga e mais amante. Não! Queria os dois na mesma intensidade.
Queria sentir mais frio na barriga e não sofrer com isso. Queria viver mais e pensar menos. É isso! Eu queria viver mais e pensar menos...",

Acho que foi isso que eu quis dizer, quis expressar minha vontade de sair do "lugar comum" e me tornar alguém quem faz alguma coisa, que vive. Sobreviver é fácil e cômodo, mas não é tão saboroso... É como gelatina. Exatamente como gelatina... hahahaha (metáfora que a Julia Roberts usa no filme "My best friend's wedding".

postado por: MARIANA P. 12:33 AM


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Domingo, Fevereiro 05, 2006

Escrever...
Mais uma vez me encontro aqui, sentada em frente ao micro, com vontade de escrever, mas com o famoso bloqueio. Não consigo, não sai! (coitada de mim, se fosse para proferir uma sentença...).

let me see...
Como eu disse ontem (ontem porque foi antes de eu dormir e pra mim, o hoje só começa depois que eu acordo), o ano começou bem, com mudanças e reencontros.

Gargalhei vendo estrelas sentada na beira da praia e sentindo o cheiro do mar e chorei vendo um filme dentro de uma sala de cinema abafada e com cheiro de mofo.

Em um mês tive vontade de fugir de Florianópolis, fugir do Brasil, fugir da América. E no mesmo mês, estive sem vontade de sair da minha casinha aconchegante e familiar.

A cada dia que passa, mais convencida eu fico de que não sou adepta à moda e estereótipos. Não gosto de funk, nem hip-hop, nem eletrônico, e continuo sem ouvir rádio. O som do meu quarto é 'equalizado' na rádio a.m pra eu ouvir meu Avaí quando joga. Esses dias uma amiga minha falou: 'Mari? Em que mundo tu vives se não gostas de funk, hip-hop, eletrônico e não ouves rádio?', eu respondi que é porque gosto de música de verdade... Acho que fui meio pretensiosa. Esses florais estão me deixando um pouco grosseira, em algumas situações. Tenho medo disso! Aprender a dizer não tem suas desvantagens, vou procurar equilibrar isso.

Semana passada eu me arrepiei na quadra da Consulado ouvindo a bateria e chorei ao lembrar da emoção que é entrar na avenida, os primeiros minutos são inesquecíveis (e eu desfilo em Florianópolis...)! No dia seguinte o mesmo arrepio e emoção, mas ao receber um telegrama: 'Mariana, tem um telegrama pra ti'. Correndo e com lágrimas nos olhos eu saí pela rua atrás da mãe e do pai pra contar. Não achei que eu fosse reagir dessa forma. Foi bom! Como diz um amigo meu, 'é bom..levanta a auto-estima'.
E essa última anda meio baixa...

Ah! Mariana... Quantas reticências!

postado por: MARIANA P. 10:54 PM


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E o ano começou de verdade.
Ensaios na Escola de Samba.

Janeiro:
Paixão nova, paixão antiga. Idas e vindas. África do Sul, Estados Unidos, Itália.
Reencontrei amigos antigos, me afastei de amigos recentes. Reencontrei amigos recentes, me despedi de amigos antigos.

Fevereiro.
Novo período curto de aula. Resultado do recurso: Aprovada. AdEvogada? Será? Que loucura essa minha vidinha mais ou menos.

postado por: MARIANA P. 2:16 AM


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Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

Dizem que 2006 é um ano de mudanças para os cancerianos, será?

Meu começo de ano foi atípico. Passei com poucas pessoas e 1:30 da manhã eu já estava na cama dormindo. No dia seguinte conheci o homem da minha vida, se eu acreditasse que isso existe. E uma semana depois ele foi embora... Eu, canceriana, mas muito pé no chão, tô dividida entre a razão e a emoção, o ir e o ficar, o ter e o não ter.

Bem que dizem ser 2006 um ano de mudanças.

postado por: MARIANA P. 4:19 PM


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Terça-feira, Novembro 08, 2005

2.3 e a cada dia uma nova descoberta.

Dia cheio.
Audiências de conciliação. Almoço na vó. Compra de livros. Café rápido com amigos. Produção pra aula. Estudo pra prova. Adoro isso tudo.
Descobri hoje que sou workaholic. Minha mente não pode parar, tem que estar em intensa movimentação.
1000 coisas pra fazer. Minutos contados, o tic-tac do relógio na minha cabeça o dia todo. Não gosto de parar a mente. Me sinto burra. "As vezes tenho a sensação de que passei a maior parte da minha vida dormindo". True! True! True! Acho que daí vem a insônia. A ansiedade. Os turbilhões da mente que minha mãe ensina a parar. E só ela me faz parar. E respirar.

Dia cheio.
De alegrias, frustrações, sonhos, pesadelos, pensamentos, angústias, risadas, lágrimas contidas, lágrimas inexistentes, conversas, novidades, sustos, esquecimentos.
Estive apaixonada, feliz, cansada, com fome, desapaixonada, decepcionada, com sono, ofegante.

Dia cheio.

postado por: MARIANA P. 12:18 AM


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Domingo, Novembro 06, 2005

"I'm impossible to forget and hard to remember"*

Domingo à noite nessa vida internética.
Detesto.
Não suporto o vício do Messenger, a existência do orkut a "realidade virtual".

Fim de semana bem curtido, bem aproveitado. Amigos, família, cerveja, tequila, mar, camarão, lula, ostras, água, amigos, amigos, amigos.

Tenho 1000 amigos, 500 turmas e às vezes me perco. 1000 amigos, 500 turmas e muitas vezes estou sozinha. 1000 amigos, 500 turmas e adoro a solidão.

Ser filha única me faz enxergar o lado bom da solidão e da euforia com os amigos. Amo ir pra festa que estarão milhões de amigos, odeio festa de "conhecidos" e adoro ir pra livraria, pegar um livro e passar a tarde toda lá, sozinha, no meio de desconhecidos.

Ando muito crítica, apaixonada. Amando e odiando com a mesma intensidade. A paixão me faz mal. Perco a fome, perco a razão, perco os sentidos. Não gosto!

Post completamente sem assunto só pra dizer que detesto me apaixonar...

*Frase do filme que vi hoje.


postado por: MARIANA P. 10:17 PM


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Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Recomeçar a escrever depois de perder a prática.

É complicado isso. Essa era internetica me fez perder a prática da escrita verdadeira, pensada. Há quantos anos não escrevo uma carta? Bilhetinho em sala de aula não vale... hehehe

Tô recomeçando e sei que daqui a pouco deleto isso aqui de novo. Ando inconstante, em metamorfose, fechando alguns ciclos em pouco tempo. Acho bom, importante.

Em um ano eu tive 2 crises existenciais, me questionei sobre tudo. A escola, o vestibular, a faculdade, os amigos, a vida, a morte, a família, a saúde, as doenças. Achei que tava com TOC, com problema cardíaco, depressão e eu não sou hipocondríaca.

Tenho 23 e penso como se tivesse 80. Nasci na época errada, no lugar errado, no país errado, só a família que é a certa. Passam-se os anos e a certeza de que mãe e pai são a base de tudo só se confirma.

Vi filmes, fui a shows, fiz concursos, provas e mais provas. Chorei mais do que queria e menos do que precisava. Fiz amigos, não desfiz amizades. Amadureci 50 anos e descobri que além de tudo tenho síndrome de Peter Pan.

Torci pelo meu time, sequei o adversário.
Deletei orkut e fiz um novo.

Apavoro-me todos os dias com a realidade do mundo. Entristeço-me com a ganância e egoismo das pessoas. Obtenho mais nojo do ser humano com o passar dos minutos.

E vou vivendo...

postado por: MARIANA P. 3:14 PM


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